🎶 Transitando com naturalidade entre diferentes estilos e projetos, o violonista pernambucano Daniel Bruno vem construindo uma trajetória marcada pela pluralidade musical. Seja acompanhando o cantor venezuelano Armando Fuentes no projeto Latin Night ou participando das irreverentes paródias ao lado do ator Jeison Wallace, Daniel acredita que a música não conhece fronteiras e que cada experiência é uma oportunidade de aprendizado, troca e crescimento artístico. Para ele, a riqueza da carreira está justamente na possibilidade de dialogar com diferentes linguagens e públicos.
🌎 A parceria com Armando Fuentes abriu as portas para um intercâmbio cultural que vai além da música. Daniel conta que o convite para integrar o Latin Night surgiu através da amizade com o cantor venezuelano e proporcionou seu encontro com os integrantes do Passaje Project. O resultado foi imediato: uma conexão artística construída a partir das cordas, elemento que, segundo ele, aproxima de forma genuína a música brasileira e a latino-americana, preservando as particularidades de cada tradição.
🎤 Além das experiências na música latino-americana e nos projetos de humor, Daniel Bruno também integra um trabalho dedicado à obra de uma das maiores vozes da música brasileira. Ao lado do cantor Amauri Nascimento, o violonista participa de um projeto que revisita o repertório de Gal Costa, celebrando clássicos que marcaram gerações e ajudaram a construir a história da MPB. A iniciativa reforça a versatilidade do músico, que transita com naturalidade entre diferentes estilos, mantendo sempre o respeito pela essência de cada obra e a busca constante por novas formas de expressão artística.
🎵 O contato com ritmos como bolero, salsa e latin jazz também representa a realização de um antigo desejo. Daniel revela que sempre sonhou em desenvolver um projeto com essa proposta em Pernambuco e acredita que o estado oferece um terreno fértil para iniciativas que promovem encontros culturais. Para o músico, experiências como essa fortalecem não apenas as carreiras dos envolvidos, mas também contribuem para uma construção cultural mais diversa e enriquecedora para toda a sociedade.
😂 Em outro extremo de sua atuação artística está a colaboração com Jeison Wallace, criador da personagem Cinderela. Daniel vê no humor e na música uma combinação poderosa, capaz de levar alegria e emoção ao público. Participar das produções ao lado de Jeison e do músico Nego Thor foi, segundo ele, uma experiência especial, marcada pela criatividade, pela liberdade artística e pelo talento de profissionais que ajudam a manter viva a tradição cultural pernambucana.
✨ Olhando para o futuro, Daniel Bruno pretende seguir explorando novos sons, projetos e possibilidades. Sem abrir mão da liberdade criativa, ele deseja continuar transitando entre diferentes universos musicais, preservando sua identidade artística. Para o violonista, o maior sonho é manter aberta a possibilidade de descoberta, permitindo que cada novo trabalho seja uma oportunidade de reinventar sua própria maneira de viver e fazer música.
Daniel, você participa de projetos musicais muito diferentes, do Latin Night com Armando Fuentes ao trabalho de paródias com Jeison Wallace. Como é mudar de um universo artístico para outro?
Resposta: Acho que, na vida, somos eternos aprendizes, e sou muito grato por ter a oportunidade de transitar por diversos universos musicais, podendo aprender e, ao mesmo tempo, trocar experiências. O som não tem fronteiras, e acredito que o grande barato de tudo isso é poder doar e receber um pouco da musicalidade de cada um, dentro das diversas possibilidades que a música nos oferece.
Como surgiu o convite para integrar o projeto Latin Night e o que mais te encanta na mistura entre a música brasileira e a latino-americana?
Resposta: Tudo surgiu a partir do convite do querido amigo Armando Fuentes, que me possibilitou conhecer essas pessoas incríveis do Passage Project. Assim que cheguei ao estúdio para gravarmos as primeiras canções e imagens, foi amor à primeira vista pelo som deles. Acho que tanto a música brasileira quanto a música latina transitam de forma muito genuína pelas cordas, cada uma com suas características próprias, é claro. Mas o fato de terem nas cordas esse ponto de encontro me encanta muito.
Sua parceria com Armando Fuentes tem aproximado o público pernambucano de ritmos como bolero, salsa e latin jazz. O que essa experiência agregou à sua trajetória como músico?
Resposta: Agrega muito, porque sempre tive uma vontade enorme de desenvolver um projeto desse tipo aqui em Pernambuco, que é um terreno fértil para diversas possibilidades. Porém, ainda não havia encontrado as pessoas certas. Acredito que essa troca de experiências agrega bastante valor à carreira de todos nós e que a construção da música e da cultura dentro de uma sociedade plural só tem a ganhar com encontros como esse.
Nos espetáculos e vídeos com Jeison Wallace, a música ajuda a potencializar o humor. Como nasce o processo de criação dos arranjos para as paródias?
Resposta: Jeison é um gênio e demonstra, de forma muito clara, tudo o que falei acima sobre a inexistência de fronteiras na música. Acho que a música tem o poder de elevar o ser humano a outra dimensão espiritual, assim como o humor, que também proporciona alegria às pessoas. É um projeto lindo do qual tive a oportunidade de participar ao lado desse patrimônio vivo do teatro pernambucano, que é Jeison, e de um grande amigo e músico, Nego Thor.
Depois de tantas experiências no palco, acompanhando artistas de estilos tão diferentes, quais são os próximos desafios e sonhos que Daniel Bruno pretende realizar na carreira?
Resposta: Pretendo continuar caminhando, aprendendo e lutando pela minha forma de pensar e fazer arte, sem abrir mão da liberdade de experimentar. Meu maior desafio talvez seja justamente manter vivas todas as possibilidades e pluralidades que cabem dentro da minha música, transitando por diferentes universos sem perder aquilo que me torna único. Quero seguir construindo esse lugar de encontro entre linguagens, sons e pessoas, onde a música possa existir sem fronteiras e, ao mesmo tempo, criar um universo próprio, paralelo e singular. No fim, talvez o grande sonho seja continuar tendo a liberdade de descobrir, a cada projeto, uma nova possibilidade de ser artista.


