🎷 A construção de uma cena sólida de jazz e blues em Recife passa, antes de tudo, por uma gestão cultural estratégica e comprometida. A visão de gestão cultural como ferramenta de desenvolvimento econômico, turístico e identitário tem guiado iniciativas que transformam a cidade em referência nacional. Exemplos internacionais mostram que políticas bem estruturadas geram projeção global, fortalecem a economia criativa e consolidam destinos culturais. É essa lógica que inspira os produtores Jackson Rocha Jr. e Giovanni Papaléo na missão de ampliar o alcance dos ritmos que moldam a alma recifense.
🎺 A parceria entre Giovanni Papaléo e Jackson Rocha Jr. se destaca pela complementaridade de visões e pela experiência acumulada em projetos desafiadores. Unidos por uma relação de amizade e profissionalismo, eles aplicam uma abordagem holística que integra cultura, entretenimento, turismo e gestão. Essa combinação tem sido essencial para o êxito de iniciativas que hoje influenciam toda a cadeia musical pernambucana, fortalecendo artistas locais e ampliando o alcance dos festivais.
🎼 A visão empresarial de Jackson Rocha Jr. orienta o planejamento dos projetos com foco em resultados concretos para a cidade. O Festival de Jazz do Recife, por exemplo, alcançou destaque nacional já em sua terceira edição, figurando entre os principais festivais do país. A estratégia envolve pensar cultura como vetor de desenvolvimento, ampliando percepção de valor, atraindo turistas e estimulando a economia criativa. Cada ação é desenhada para gerar impacto duradouro e fortalecer a identidade musical da região.
🎤 Os planos de expansão seguem ambiciosos: levar o jazz e o blues para todo o estado, incluindo Sertão e Agreste, com ações distribuídas de forma estratégica ao longo do calendário cultural. A intenção é descentralizar a cena, criar novas oportunidades para artistas e ampliar o alcance dos festivais já consolidados. A dupla acredita que Pernambuco tem potencial para se tornar referência nacional e internacional nesses gêneros, e trabalha para que essa visão se concretize nos próximos anos.
🎸 Giovanni Papaléo, por sua vez, destaca a evolução da cena a partir do surgimento de novos festivais inspirados nos pioneiros Garanhuns Jazz Fest, Gravatá Jazz, RioMar Jazz Fest e o Festival de Jazz do Recife. Para ele, a multiplicação de eventos fortalece toda a cadeia musical, gera oportunidades e estimula o surgimento de novos projetos. A Uptown Blues Band, que completa 30 anos em 2027, segue como peça-chave nesse movimento, trazendo artistas internacionais e nacionais para tocar com músicos locais, elevando o nível técnico e artístico da cena pernambucana.
📸 Fotos: Reprodução Instagram
SERVIÇOFestivais e projetos de jazz e blues em Pernambuco
Produção: Uptown Blues Band / Jackson Rocha Jr. / Giovanni Papaléo
Programação anual: Sertão, Agreste e Região Metropolitana
Informações: redes sociais oficiais dos festivais
Como você enxerga o papel da gestão cultural na construção de uma cena forte de jazz e blues em Recife? “A gestão de uma cidade, ou estado, é de fundamental importância para construção de uma cena cultural forte, sobretudo de jazz e de blues, em qualquer lugar do mundo, haja visto os grandes exemplos que acontecem na Europa e EUA, pois é a partir do entendimento e da aplicação de uma gestão bem feita que se alcança resultados como projeção turística de um local/região, incremento na economia e identidade de um povo, trazendo benefícios a médio longo prazo de solidez em destino turístico e percepção de valor em um cenário nacional e internacional de um determinado local/região.”
Como você descreveria sua parceria com Giovanni Papaléo e o que cada um traz de único para os projetos? “Giovanni, além de um amigo, é um produtor experiente com quem tive o privilégio de aprender muito ao longo da minha vida, dividindo projetos desafiadores em cenários muitas vezes desfavoráveis, mas que juntos temos obtido êxito em tudo que temos realizado até agora, acredito eu que, acima de tudo, em função do compromisso e da seriedade com que temos conduzido nossos projetos, além da aplicação de uma visão complementar e holística sobre cultura, entretenimento, gestão e turismo.”
De que forma sua visão empresarial influencia a forma como os projetos musicais são planejados e executados? “Nós sempre pensamos como podemos contribuir da melhor forma para a gestão alcançar os melhores resultados possíveis de projeção turística, cultura, percepção de valor e desenvolvimento econômico. A exemplo disso nós temos o Festival de Jazz do Recife, que alcançou o ranking de um dos principais festivais de jazz do Brasil em sua terceira edição em 2026, em pesquisa no Google.”
Quais são os planos de expansão para os projetos de jazz e blues que você e Papaléo estão desenvolvendo? “Além de expandir os projetos que já estão consolidados, esperamos ampliar nossas ações para atingirmos todo o estado, desde o Sertão (Vale do São Francisco), como ampliar a participação no Agreste em datas diferentes e estrategicamente planejadas.”
Entrevista - Giovanni PapaléoComo você enxerga a evolução da cena de jazz e blues em Recife desde que começou a atuar como produtor e músico? “Hoje em dia, com os festivais que estão acontecendo em Pernambuco, isso fortaleceu muito a cena. Tem muita coisa ainda para ser feita, mas depois do sucesso do Garanhuns Jazz Fest, do Gravatar, Rio Mar Jazz Fest, agora o Festival de Recife, outros produtores começaram também, se inspiraram e começaram a criar outros festivais. Isso é uma coisa muito positiva, porque gera mais oportunidades para outros artistas com outros projetos.”
O que torna uma jam session realmente especial para você, e como você escolhe os músicos que participam? “Uma jam session, o próprio nome já está dizendo jam, você juntar pessoas, às vezes de estilos diferentes, pessoas até que nunca ensaiaram, às vezes, e possivelmente em alguns momentos nem se conheciam, para fazer um som espontâneo, vindo do coração, sem ensaio, sem nada premeritado.”
Qual o papel da Uptown Blues Band na sua trajetória e no fortalecimento do blues em Pernambuco? “O papel da Uptown Band foi forjar essa cena de blues aqui em Pernambuco e fortalecer a cena de jazz, porque não tinha cena de blues antes da Uptown, tinha uma cena de jazz. Então a gente, com esses festivais que a banda criou, que ela faz a curadoria de todos esses eventos, gravatar jazz, garanhuns jazz, rio mar e vários outros eventos, A gente consegue trazer grandes músicos do exterior, do sul do país, que são referências, para tocar aqui e tocar junto com os pernambucanos. Isso agrega muito qualidade e faz com que os pernambucanos evoluam nos seus instrumentos, conhecendo grandes referências, que antigamente eles só conheciam através de disco ou em vídeos.”
Como você define a curadoria musical dos seus projetos e o que considera essencial para manter a qualidade artística? “O fundamental é você fazer algo que equilibre a qualidade musical e, ao mesmo tempo, também desperte o interesse do público em comparecer aos eventos. Eu acho muito importante você ter esse equilíbrio de uma coisa que seja artisticamente de valor, mas também que sirva como entretenimento e não seja algo muito hermético. Veio um Tico Santa Cruz do Detonautas cantando blues com a gente. Então ele vai pro show pra conhecer um cantor muito famoso de rock, mas de repente ele vai estar lá tocando blues com a gente. Então, através de um nome conhecido, mais do grande público, a gente consegue divulgar o jazz e o blues.”
Quais são seus planos para expandir ainda mais o jazz e o blues na cidade nos próximos anos? “Os nossos planos, expandir ainda mais nossos projetos. Eu e meu sócio Jackson Rocha Jr. já estamos planejando 2027 e uma notícia muito legal é que próximo ano a Uptown Blues Band faz 30 anos de pioneirismo. A gente já tem planos para tocar em outros estados, estamos gravando músicas novas e acredito que o próximo ano será muito promissor.”


