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domingo, 23 de agosto de 2026

🟣 Pontes que atravessam continentes: Genebra lança ao mundo o Fórum Internacional SABE 2026



🟠 O mês de setembro de 2026 será marcado por um movimento global dedicado à saúde, ao autocuidado e ao bem-estar, irradiado diretamente de Genebra para diversos países. Idealizado pela CEO Linia Brandt e promovido pela RBCE Network, o Fórum Internacional SABE 2026 nasce com a missão de unir ciência, prática e comunidade em um encontro que ultrapassa fronteiras. A proposta central é criar pontes entre saberes, fortalecendo a inclusão, a longevidade e a qualidade de vida em escala internacional.

🟡 Durante todo o mês, o evento organiza sua programação em seis grandes eixos — Conexão, Ciência, Inovação, Autocuidado, Bem-Estar e Longevidade — além de quatro trilhas de participação que permitem ao público construir seu próprio percurso: Aprender, Cuidar, Conectar e Viver. A estrutura foi pensada para acolher desde pesquisadores e profissionais de saúde até cidadãos interessados em práticas de cuidado cotidiano, ampliando o alcance e a diversidade das experiências.

🟢 As atividades acontecem em formato híbrido, com transmissões ao vivo pelo YouTube e Instagram, em português, francês e espanhol, garantindo acesso a participantes do Brasil, da Europa e de outros continentes. A proposta é democratizar o conhecimento e estimular a troca entre diferentes culturas, fortalecendo a cooperação internacional em torno de temas essenciais para o futuro da saúde global.

🔵 Um chamado especial é direcionado aos profissionais de saúde do Brasil, que ganham espaço próprio na programação. Médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, farmacêuticos, dentistas, biomédicos, educadores físicos, assistentes sociais e profissionais de terapias integrativas são convidados a apresentar trabalhos, integrar painéis, publicar artigos e ampliar sua rede de contatos na Europa. Com a grade prestes a ser fechada, restam poucas vagas para palestrantes, painelistas e autores.

🟣 A idealizadora Linia Brandt concede hoje entrevista exclusiva ao blog Tais Paranhos, trazendo detalhes sobre a construção do fórum e sua visão para o futuro da saúde e do bem-estar. O encontro promete ser um marco para quem busca integrar conhecimento científico, práticas de cuidado e participação comunitária em um mesmo ambiente de troca e inovação.

📸 Fotos: Divulgação 

SERVIÇO — Fórum Internacional SABE 2026
Evento: Fórum Internacional SABE 2026 · Saúde, Autocuidado e Bem-Estar  
Realização: RBCE Network · Revista Brasil Conexão Europa · Grupo ELB Network  
Contato para imprensa: info@forumsabe.ch  
Instagram: @foruminternacionalsabe

Entrevista Linia Brandt 


Como você enxerga o papel do SABE 2026 na construção de uma nova cultura global de cuidado, especialmente em um momento em que diferentes países enfrentam desafios tão distintos em saúde, inclusão e longevidade?

Eu não acredito que exista uma resposta única para saúde que sirva ao Brasil, à Suíça e a Moçambique ao mesmo tempo. Os desafios são de fato diferentes: em um lugar falta acesso, em outro sobra informação e falta escuta, em outro a população envelhece mais rápido do que a estrutura consegue acompanhar. O que o SABE propõe não é uniformizar isso. É colocar essas realidades na mesma sala.
Porque acontece uma coisa curiosa quando você aproxima quem trabalha em contextos tão distintos: a solução que nasceu da escassez muitas vezes é mais criativa do que a que nasceu da abundância. E o contrário também é verdadeiro. Cuidado não é um conhecimento que desce de cima para baixo, do país rico para o país pobre. É uma troca.
A nova cultura de cuidado que eu enxergo começa por aí, por reconhecer que todo mundo tem algo a ensinar e algo a aprender. O fórum é o espaço onde essa conversa acontece sem hierarquia.

O lema “Construindo pontes entre saberes” sugere uma integração profunda entre ciência, prática e comunidade. Quais barreiras ainda dificultam essa integração e como o fórum pretende enfrentá-las de forma concreta?

A primeira barreira é a língua, e não me refiro só a português, francês ou espanhol. Refiro-me ao fato de que o pesquisador escreve para outro pesquisador, o profissional fala para o colega de profissão, e o cidadão, que é o destinatário final de tudo isso, quase nunca é considerado interlocutor. A ciência produz conhecimento que não chega. A comunidade acumula experiência que não é ouvida.
A segunda barreira é o tempo. Congressos duram três dias, todo mundo volta para casa e a conexão se perde.
O SABE enfrenta as duas de forma bem concreta. Uma programação distribuída ao longo de setembro, e não concentrada em três dias, o que dá tempo para as ideias amadurecerem entre uma sessão e outra. Palestras e painéis em português, francês e espanhol, para que o alcance não fique restrito a quem já está no circuito. Seis eixos que obrigam ciência, inovação e autocuidado a dividirem o mesmo palco. E quatro trilhas (Aprender, Cuidar, Conectar e Viver) para que cada pessoa entre pela porta que faz sentido para ela, seja ela pesquisadora ou não.

Profissionais de saúde do Brasil recebem um chamado especial nesta edição. Na sua visão, o que diferencia a contribuição brasileira no cenário internacional e como essa participação pode transformar tanto o Brasil quanto a Europa?
O profissional de saúde brasileiro é formado num país de dimensão continental, com desigualdade enorme e um sistema público que atende centenas de milhões de pessoas. Isso produz uma competência que não se ensina em nenhuma universidade: a capacidade de cuidar bem com pouco, de improvisar sem perder o rigor, de olhar o paciente como pessoa inteira e não como um caso.
Na Europa, há recursos, protocolo e tecnologia. Mas há também uma crise silenciosa de vínculo: profissionais exaustos, atendimentos cronometrados, pacientes que se sentem números. O Brasil tem muito a dizer sobre isso.
E a via inversa é igualmente valiosa. O profissional brasileiro que se aproxima de redes internacionais ganha visibilidade para seu trabalho, acesso a publicação, parceria de pesquisa, mercado. Muitos fazem trabalho de excelência que nunca cruzou a fronteira simplesmente porque ninguém abriu a porta.
O SABE abre essa porta. Não como favor, mas como reconhecimento de que a mesa fica mais rica com essa cadeira ocupada.

O SABE nasce em Genebra, mas se apresenta como um movimento que abraça o mundo. Que impacto você espera que o fórum deixe a longo prazo, não apenas como evento, mas como legado para políticas públicas, práticas de autocuidado e redes de colaboração internacional?

Eu não penso o SABE como evento. Penso como ponto de partida.
Um evento termina e some. O que eu quero construir é uma rede que continue funcionando em outubro, em novembro, no ano seguinte: pessoas que se conheceram aqui e seguem colaborando, artigos que viram pesquisa, parcerias que viram projeto. Genebra é o ponto de origem, não o limite. É uma cidade que abriga organismos internacionais justamente porque aprendeu a ser lugar de encontro entre quem vem de fora. O SABE nasce com essa vocação.
Sobre políticas públicas, sou realista: um fórum não muda uma lei. Mas ele forma quem escreve leis, forma quem pressiona por elas, e produz o material (artigos, registros, evidência) que sustenta uma boa argumentação depois.
E há o legado mais discreto, que talvez seja o que mais me importa: alguém que assiste a uma sessão sobre autocuidado e, naquele dia, decide cuidar de si de outro jeito. Isso não vira estatística. Mas é onde tudo começa.
 
Sobre o Fórum Internacional SABE 2026
Realizado ao longo de setembro de 2026, o SABE (Saúde, Autocuidado e Bem-Estar) é idealizado e coordenado por Linia Brandt e promovido pela Revista Brasil Conexão Europa (RBCE Network), do Grupo ELB Network, com sede em Genebra, na Suíça. Programação, modalidades de participação e contato: forumsabe.ch · info@forumsabe.ch · @foruminternacionalsabe