👨👩👦 O uso intenso de celulares por crianças e adolescentes já faz parte da rotina das famílias, e com ele surge a dúvida: até onde os pais devem acompanhar essa vida digital. Para a psicóloga Maria Eduarda Bonfim Oliveira, professora da Wyden, o monitoramento é válido, mas precisa ser feito com transparência. Segundo ela, acompanhar o que os filhos acessam é parte da responsabilidade parental, especialmente em fases em que ainda estão desenvolvendo habilidades para lidar com riscos e tomar decisões seguras.
🧠 A especialista reforça que o ambiente digital, apesar de divertido e cheio de oportunidades, também expõe crianças e adolescentes a perigos como cyberbullying, golpes virtuais, aliciamento, exposição excessiva da imagem e violência psicológica. Ela explica que áreas do cérebro ligadas ao julgamento crítico e ao controle dos impulsos ainda estão em desenvolvimento, o que torna esse público mais vulnerável à influência de conteúdos e influenciadores digitais.
💬 Mesmo diante dos riscos, Maria Eduarda afirma que vigiar cada passo não é a melhor estratégia. O caminho mais eficaz é o diálogo: conversar sobre o uso da internet, explicar perigos de forma clara e adequada à idade e criar um ambiente em que o jovem se sinta seguro para pedir ajuda. Quanto mais conhecimento tiver sobre riscos digitais, maiores são as chances de reconhecer situações perigosas e buscar apoio.
⚠️ Alguns comportamentos podem indicar que o uso da tecnologia ultrapassou limites saudáveis, como irritação excessiva quando o celular é retirado, perda de interesse por atividades fora do digital, dificuldade para dormir e consumo frequente de conteúdos inadequados. Nessas situações, os pais podem intensificar o acompanhamento e até restringir temporariamente o acesso, sempre com acordos familiares e ferramentas de controle parental.
🌱 A supervisão deve evoluir conforme o crescimento dos filhos. Na infância, o controle tende a ser mais direto; na adolescência, o foco deve migrar para orientação e autonomia. A meta, segundo a psicóloga, é formar jovens capazes de navegar com responsabilidade, senso crítico e segurança — sabendo que podem contar com a família sempre que precisarem.