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terça-feira, 14 de julho de 2026

🌟 Julho Amarelo: o mês que ilumina a luta contra as hepatites virais


💛 As hepatites virais seguem como um desafio silencioso no Brasil, avançando muitas vezes sem apresentar sintomas e dificultando o diagnóstico precoce. Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que o país registrou 826.292 casos entre 2000 e 2024, com maior concentração nas hepatites B e C. No mesmo período, quase 96 mil mortes foram relacionadas às infecções, reforçando a urgência da testagem e do acompanhamento médico contínuo.

💉 A adesão ao tratamento também preocupa: das 115,3 mil pessoas indicadas para tratar hepatite B em 2024, apenas 58,8 mil iniciaram o acompanhamento, e 14,8 mil interromperam o processo. Para especialistas, esse abandono aumenta o risco de evolução para cirrose, câncer de fígado e outras complicações graves. A hepatologista Nayana Vaz, do Hospital Mater Dei Salvador, alerta que muitos convivem anos com hepatite B ou C sem saber, reforçando que o teste deve ser parte do cuidado preventivo.

🧪 O diagnóstico é simples e pode ser feito por testes rápidos ou exames laboratoriais. No caso da hepatite C, cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas, o que torna a testagem essencial mesmo para quem se sente bem. Quando surgem, os sinais incluem cansaço, febre, enjoo, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados. Para Nayana Vaz, identificar a infecção cedo significa impedir que ela evolua para cirrose, câncer hepático ou transplante.

🌍 O alerta é global: a Organização Mundial da Saúde estima que as hepatites virais causem 1,3 milhão de mortes por ano no mundo. A hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos tratados com antivirais de ação direta, disponíveis pelo SUS. Já a hepatite B não tem cura, mas pode ser controlada com acompanhamento contínuo, reduzindo o risco de complicações graves. “Quem testa, trata; quem trata, evita complicações”, reforça a hepatologista.

🛡️ A prevenção inclui vacinação contra hepatite B, sexo seguro, testagem e cuidados com objetos perfurocortantes. As hepatites B, C e D podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado, relações sexuais sem preservativo e compartilhamento de materiais não esterilizados. Para hepatite C, ainda não existe vacina, tornando o exame indispensável para quem nunca testou ou esteve em situações de risco.

📸 Foto: Arquivo pessoal da médica Nayana Vaz