⚡ O infarto, antes associado principalmente ao envelhecimento, tem atingido cada vez mais adultos jovens e até pessoas abaixo dos 40 anos no Brasil. A tendência preocupa especialistas, que apontam o estilo de vida acelerado, o estresse contínuo e comportamentos de risco como fatores decisivos para o aumento dos casos. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no país, com crescimento expressivo entre faixas etárias economicamente ativas.
👩⚕️ Para a cirurgiã cardiovascular Dra. Manuella Muniz, do RICCA, o cenário está diretamente ligado ao ritmo de vida atual. Ela explica que jovens têm enfrentado níveis elevados de estresse, ansiedade, má alimentação, noites mal dormidas e sedentarismo, além de negligenciarem exames preventivos por acreditarem que doenças cardíacas só surgem após os 60 anos. “Esse pensamento é perigoso”, alerta a especialista, destacando que o estresse crônico favorece inflamações, arritmias e sobrecarga cardíaca silenciosa.
🚨 Outro ponto crítico é que, em pacientes jovens, os sintomas podem ser confundidos com crises de ansiedade, refluxo ou dores musculares, atrasando o diagnóstico. Dor no peito, falta de ar, suor excessivo, palpitações e desconforto que irradia para braço ou mandíbula são sinais que nunca devem ser ignorados, independentemente da idade. A especialista reforça que o atendimento precoce é essencial para evitar complicações graves.
🚬 Os médicos também chamam atenção para o aumento do uso de cigarros eletrônicos e anabolizantes entre jovens adultos, substâncias que elevam significativamente o risco de hipertensão, arritmias e infarto. Somado ao consumo excessivo de álcool e à alimentação ultraprocessada, o conjunto de fatores cria um ambiente propício para o surgimento precoce de doenças cardiovasculares. O impacto não é apenas clínico: o avanço dos casos em jovens gera preocupação social e econômica, já que muitos estão em plena fase produtiva.
🌡️ Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Manter hábitos saudáveis, controlar fatores de risco, realizar consultas periódicas e reconhecer sinais de alerta são medidas fundamentais para reduzir o avanço dos infartos entre jovens. Em um cenário de estresse crescente, cuidar da saúde emocional também se torna parte essencial da proteção cardiovascular.
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