☀️ As férias escolares são o período mais aguardado pelas crianças para descansar, brincar e aproveitar o tempo em família e com os amigos. No entanto, esse recesso também acende um sinal de alerta para os pais sobre o uso excessivo de dispositivos eletrônicos. A coordenadora de Educação Infantil do Colégio CBV, Samantha Olegario, ressalta que essa superexposição digital preocupa e impacta diretamente o desenvolvimento cognitivo e a saúde mental dos pequenos.
🏫 A discussão sobre o tema tem avançado na sociedade e, no ano passado, foi sancionada a lei que proíbe o uso de smartphones nas escolas. Samantha explica que é fundamental diferenciar as formas de consumo digital. Assistir a um programa ou desenho adequado à faixa etária na televisão é diferente de deixar uma criança sozinha com um smartphone, navegando em redes sociais comandadas por algoritmos.
👨⚕️ Citando o pediatra Daniel Becker, referência no assunto, a coordenadora reforça a importância do brincar na infância e os impactos negativos das telas. Quando o celular é retirado, a criança é desafiada a usar a imaginação e a criar a própria diversão. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda zero tela até os 2 anos; uma hora por dia entre 2 e 5 anos; duas horas entre 6 e 10 anos; e três horas a partir dos 11 anos.
📚 Outro alerta mundial vem do autor Jonathan Haidt no livro "A Geração Ansiosa", que traz dados alarmantes sobre o aumento de depressão e ansiedade entre jovens devido aos smartphones. Ele defende o uso do aparelho apenas após os 14 anos e redes sociais após os 16. Samantha enfatiza que, mesmo após a idade autorizada, o acesso deve ser supervisionado, pois os algoritmos moldam valores e a personalidade infantil.
🛝 O grande desafio para as famílias, especialmente os pais que trabalham, é encontrar o equilíbrio, já que a tecnologia faz parte da realidade. A coordenadora conclui que é preciso controlar o tempo dessa "chupeta eletrônica" e garantir que as crianças explorem, brinquam e convivam. Proteger a infância, segundo ela, significa trocar o brilho das telas pelo brilho nos olhos de quem descobre o mundo através do brincar.