🎬 “E a vida e o bem e o mal está entre nós todos os dias.” Assim nasce Entre o Bem e o Mal, como explica Silvana Meira, atriz e cineasta. O curta surge da convivência com realidades duras que atravessam famílias, ruas e comunidades. Silvana transforma essas vivências em narrativa para provocar reflexão e expor aquilo que muitos preferem ignorar. A obra se constrói como espelho social e como alerta urgente sobre violências que acontecem ao lado de casa. A jornalista Taís Paranhos também integra o elenco, interpretando Dani Alameda, a repórter que noticia os casos de violência que aterrorizam a comunidade.
🔥 Ao abordar temas como estupro, pedofilia, assédio e violência, Silvana é enfática: “Acontece todos os dias em muitas famílias. Pessoas amigas, parentes fazem mal, estupram mulheres, crianças e adolescentes. Bebês.” Ela reforça que o assédio não tem justificativa: “Vem um doente sexual e fazem e tocam sem permissão.” O filme se torna denúncia e resistência, revelando dores que atravessam gerações. A presença da personagem Dani Alameda reforça esse papel social, trazendo o olhar jornalístico para dentro da narrativa e ampliando o impacto da mensagem.
🏛️ A produção foi sustentada quase inteiramente pelo esforço pessoal da cineasta. “Eu tive o apoio da Padaria Rio Pajeú pra o lanche e sucos, refrigerantes deles. Água sempre levei. Não tive nenhuma empresa pra ajudar”, conta. Para garantir segurança, Silvana enviou ofícios à Prefeitura e ao BPTU sobre o uso de armas de brinquedo e figurinos. “Tudo que gastei vem de meu esforço. Meu planejamento. Gastei com materiais como armas de brinquedo, camisetas, luvas, máscaras, distintivos… Não tenho ajuda de ninguém.” Ainda assim, recebeu apoio da Polícia Municipal e Civil, Casa da Cultura e Prefeitura do Recife, que acreditaram na força da produção independente.
🎭 Sobre unir atores experientes e estudantes de teatro, Silvana afirma: “Todos eles estavam lá, confiaram assim como você. Convidei todos com antecedência pra o nosso projeto, leram a sinopse, o roteiro… Enfim, acreditaram no meu projeto e ficaram disponíveis.” Nomes como Neluce Sedícias, Pedro Dias e Geraldo Cosmo dividiram cena com jovens artistas. “Foram por gostar do título do curta, do que ele mostra pra sociedade”, completa. A participação de Taís Paranhos como Dani Alameda reforça essa união de talentos e perspectivas, trazendo a força da comunicação para dentro da ficção.
🎵 A música-tema nasceu como manifesto. “A letra surgiu como forma de grito, da dor, esperança de não machucar mulheres de qualquer idade. Temos que gritar e não calar.” Silvana explica que a canção representa resistência. “Podem até matar, mas outras vão lutar pra sobreviver. Eu sou uma delas.” A composição ecoa o propósito do filme, ampliando sua mensagem para além da tela e reforçando a luta contra a violência.