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quinta-feira, 9 de julho de 2026

🌈 Férias escolares: equilíbrio e rotina para crianças atípicas em julho


🧩 As férias de julho podem ser um período de descanso e conexão, mas para crianças neurodivergentes — como autistas e crianças com TDAH — a quebra brusca da rotina pode gerar desregulação emocional, sobrecarga sensorial e até regressões em habilidades já consolidadas. A psicóloga e neuropsicóloga Juliana Coutinho, que atende no Empresarial José Carvalheira, reforça que previsibilidade é um eixo estruturante para essas crianças. As férias, segundo ela, não precisam ser uma ruptura, mas uma pausa planejada, com ajustes que preservem sono, alimentação, terapias e momentos de lazer.  

🕊️ Juliana explica que manter o fio condutor da rotina é essencial para evitar irritabilidade e sobrecarga. Interromper terapias ou atividades estruturadas pode impactar diretamente o desenvolvimento. Por isso, ela orienta que o plano terapêutico seja mantido, ainda que com horários adaptados para passeios e brincadeiras. “É possível flexibilizar, mas sem perder a organização emocional da criança”, afirma.  

🌟 Para tornar o recesso mais tranquilo, a especialista sugere estratégias práticas que ajudam a reduzir ansiedade e manter a criança regulada: rotina visual, horários fixos, atividades com começo, meio e fim, participação nas escolhas do dia, alternância entre estímulos e pausas e comunicação antecipada sobre mudanças. Essas ações fortalecem autonomia, previsibilidade e segurança emocional, pilares fundamentais para crianças neurodivergentes.  

💛 Juliana também destaca que o bem-estar familiar influencia diretamente o comportamento da criança. A sobrecarga dos adultos é comum nas férias, e por isso o planejamento coletivo é indispensável. Com organização e escuta ativa, o recesso pode se transformar em uma oportunidade de conexão, sem prejuízo ao desenvolvimento e sem exaustão para a família.  

🧠 Além disso, julho é um excelente momento para realizar a Avaliação Neuropsicológica. Com a rotina escolar em pausa, a criança está emocionalmente mais disponível, e os pais costumam estar atentos às dificuldades ou potencialidades percebidas no primeiro semestre. A avaliação permite compreender como a criança aprende, organiza informações, regula emoções e utiliza suas funções cognitivas — identificando desde dificuldades atencionais até altas habilidades não reconhecidas.  

🌱 Segundo Juliana, iniciar intervenções ainda no segundo semestre pode evitar anos de sofrimento acadêmico e emocional. “Uma dificuldade identificada cedo muda o percurso da criança”, reforça. As férias passam rápido, mas o conhecimento adquirido agora pode transformar todo o restante do ano — e, muitas vezes, os próximos também.  

📸 Foto: Divulgação  

SERVIÇO
Avaliação Neuropsicológica nas Férias  
Juliana Coutinho – Psicóloga e Neuropsicóloga  
Instagram: @jucoutinhoneuropsi  
Local: Empresarial José Carvalheira, Tamarineira  
Contato: (81) 99762-2600