🟥 Comemorado no último dia 18 de junho, o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim reforça a necessidade de ampliar o conhecimento sobre uma doença que ainda passa despercebida por grande parte da população. Representando cerca de 3% dos tumores malignos urológicos, o câncer renal afeta principalmente homens entre 50 e 70 anos e registra, segundo o Inca, até dez casos por 100 mil habitantes. O maior desafio está no caráter silencioso do tumor, que muitas vezes só é descoberto em exames de imagem feitos por outros motivos.
🟩 O urologista e cirurgião Eugênio Lustosa destaca que a ausência de sintomas nas fases iniciais torna o acompanhamento médico regular fundamental, sobretudo entre pessoas com fatores de risco como tabagismo, obesidade, hipertensão, histórico familiar e síndromes genéticas. Ele reforça que, quando identificado precocemente, o câncer de rim apresenta altas taxas de cura e pode ser tratado com técnicas menos invasivas, preservando a função renal e garantindo melhor qualidade de vida ao paciente.
🟦 Entre os sinais de alerta, o mais comum é a presença de sangue na urina, mesmo que em pequena quantidade ou de forma isolada. Outros sintomas, geralmente em estágios mais avançados, incluem dor lombar persistente, perda de peso inexplicada, fadiga, febre recorrente e até a percepção de uma massa abdominal. Para Lustosa, qualquer alteração urinária deve ser investigada rapidamente, já que o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento e para evitar complicações mais graves.
🟨 Dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que cerca de dez mil brasileiros morreram em decorrência do câncer renal entre 2019 e 2021. No mesmo período, milhares precisaram passar por nefrectomia — cirurgia que remove parcial ou totalmente o rim afetado. Apesar disso, quando o tumor é descoberto ainda localizado, as chances de cura ultrapassam 90%, reforçando a importância da conscientização, do acesso a exames e da busca por atendimento especializado.
🟪 O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir desde cirurgias minimamente invasivas até terapias-alvo e imunoterapia em casos avançados. Segundo Lustosa, a medicina tem evoluído com técnicas mais modernas e precisas, permitindo intervenções menos agressivas e resultados mais eficazes. Ele ressalta que o futuro do cuidado passa pela combinação entre tecnologia, vigilância clínica e informação acessível, garantindo que mais pacientes tenham acesso ao diagnóstico precoce.