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terça-feira, 23 de junho de 2026

🩺 Integração que salva: interoperabilidade avança, mas Brasil ainda tropeça na conexão dos dados


🧩 A interoperabilidade de dados na saúde — a capacidade de diferentes sistemas compartilharem informações clínicas — tornou‑se um dos pilares da modernização do setor no Brasil. Ela permite que exames, diagnósticos e históricos médicos circulem entre hospitais, clínicas, laboratórios e operadoras, reduzindo retrabalho e acelerando decisões. Esse conceito, representado por iniciativas como a Rede Nacional de Dados em Saúde, já conecta milhares de municípios e reúne bilhões de registros, mostrando que o país avança, ainda que de forma desigual.

🏥 Para o ortopedista e especialista em inovação Sormane Britto, a interoperabilidade coloca o paciente no centro do cuidado ao permitir que profissionais acessem rapidamente informações essenciais. Ele destaca que decisões mais seguras dependem de sistemas que “conversem” entre si, algo que ainda esbarra na falta de padronização tecnológica. Hoje, muitos softwares utilizados por hospitais e clínicas não seguem os mesmos padrões, o que dificulta a integração e mantém dados fragmentados.

📡 Na saúde suplementar, que atende mais de 53 milhões de brasileiros, o desafio é ainda maior. Operadoras, hospitais e clínicas precisam compartilhar informações de forma segura e eficiente, mas a heterogeneidade dos sistemas cria barreiras. Britto ressalta que o setor privado tem papel relevante na transformação digital, porém ainda precisa avançar para transformar grandes volumes de dados em inteligência integrada que melhore a experiência do paciente e a tomada de decisão médica.

💡 O especialista reforça que interoperabilidade não é apenas tecnologia: envolve eficiência, economia de recursos e continuidade do cuidado. Para ele, o futuro da saúde depende diretamente da integração inteligente das informações, permitindo que o sistema seja mais ágil, preciso e centrado no paciente. A consolidação desse ecossistema digital é vista como um passo essencial para elevar a qualidade da assistência no país.

📊 Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta um cenário de maturidade desigual entre regiões e instituições. Enquanto grandes redes já operam com sistemas integrados, muitos municípios e unidades menores ainda dependem de processos manuais. A expansão da interoperabilidade exige investimento, capacitação e políticas públicas que incentivem padrões unificados, garantindo que a saúde digital avance de forma ampla e inclusiva.

SERVIÇO  
@drsormanebritto  
Ortopedista e traumatologista – CRM‑PE 16339  
Metabolismo e Fisiologia do Esporte – CFMDL1  
Co‑fundador Health Sync Solutions e Novvus Healthtech