domingo, 7 de junho de 2026

✋ Cinco Perguntas para Assisão




👏 Poucos artistas representam tão bem a força do forró tradicional quanto Assisão, mestre pernambucano cuja trajetória atravessa mais de seis décadas de música. Nascido em Serra Talhada, ele cresceu cercado pelas manifestações populares que moldaram seu estilo irreverente e sua voz marcante. Em suas próprias palavras, ele lembra o momento decisivo em que escolheu o caminho do forró: “Quando eu percebi no termo da Jovem Guarda, que eu era roqueiro naquela época, percebi que o rock não seria papo para mim. Então eu me debrucei sobre a cultura nordestina e comecei a forró, isso nos anos 60.” Assim nascia um dos grandes nomes da música nordestina.

🥁 A guinada para o forró marcou o início de uma jornada que o transformaria em ícone cultural. Desde então, Assisão se tornou defensor incansável da tradição, ressaltando sempre a importância da sanfona, da zabumba e do triângulo. Sua visão sobre o cenário atual é firme e direta, como ele mesmo afirma: “Só deram o nome de forró e forró, mas o forró mesmo é o tradicional. Não existe uma coisa que não é, que não é o porqueiro que diz, não é. Então só fica o tradicional mesmo.” Para ele, preservar as raízes é mais que estética — é identidade.

🎸 Com humor afiado e presença de palco inconfundível, Assisão coleciona histórias que revelam tanto a dureza quanto a alegria da vida na estrada. Ele se orgulha do reconhecimento como mestre do forró, título que carrega com gratidão: “Eu me sinto feliz porque me taxaram com esse nome que dão a mim e eu agradeço muito, porque eu gosto muito do forró e gosto também de quem gosta do forró.” Essa relação afetiva com o público reforça sua importância como figura central da cultura popular.

🔔 As histórias de Assisão são parte essencial de sua trajetória, e algumas delas se tornaram lendárias entre músicos e fãs. Ele conta, rindo, um episódio marcante vivido com a banda: “No dia que a gente comeu uma comida azeda no hotel, fomos tocar. Então, a banda todinha se cagou no palco, porque dava dor de barriga rapidamente, todo mundo.” O relato, além de divertido, revela a espontaneidade e a simplicidade que fazem dele um artista tão querido.

🎼 Pensando no futuro, Assisão dedica parte de seu tempo à formação de crianças no universo do forró. Ele acredita que são elas que garantirão a continuidade do legado, como explica: “Bem, eu espero deixar o legado, não é? Por sinal, estou preparando as crianças no forró. Porque os que já estão taludos não vão entrar no forró. As crianças estão entrando na baixadinha mesmo. Então, é isso aí. Os que vão seguir daqui a 40 anos estão adultos.” Sua missão, portanto, ultrapassa o palco — é também educativa e cultural.

📸 Fotos: Reprodução Instagram do Artista


Vamos acompanhar as cinco perguntas respondidas?

Qual foi o momento em que percebeu que o forró seria seu caminho?
“Quando eu percebi no termo da Jovem Guarda, que eu era roqueiro naquela época, percebi que o rock não seria papo para mim. Então eu me debrucei sobre a cultura nordestina e comecei a forró, isso nos anos 60.”

Como você enxerga o forró de hoje em relação ao tradicional?
“Só deram o nome de forró e forró, mas o forró mesmo é o tradicional. Não existe uma coisa que não é, que não é o porqueiro que diz, não é. Então só fica o tradicional mesmo.”

O que significa para você ser considerado um mestre do forró?
“Eu me sinto feliz porque me taxaram com esse nome que dão a mim e eu agradeço muito, porque eu gosto muito do forró e gosto também de quem gosta do forró.”

Qual foi a história mais curiosa ou divertida que viveu na estrada?
“No dia que a gente comeu uma comida azeda no hotel, fomos tocar. Então, a banda todinha se cagou no palco, porque dava dor de barriga rapidamente, todo mundo.”

O que você espera deixar para as próximas gerações de forrozeiros?
“Bem, eu espero deixar o legado, não é? Por sinal, estou preparando as crianças no forró. Porque os que já estão taludos não vão entrar no forró. As crianças estão entrando na baixadinha mesmo. Então, é isso aí. Os que vão seguir daqui a 40 anos estão adultos.”