quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Dengue tem desaceleração no ritmo da incidência, mas população precisa se manter alerta

 

Nesta quarta-feira (21/02), a Secretaria-Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP) divulgou o Boletim Epidemiológico das Arboviroses (Nº 07), que compreende da semana epidemiológica 1 a 7 (31/12/2023 a 17/02/2024). Os novos dados apontam uma desaceleração no ritmo de incidência da dengue, em Pernambuco, em relação à semana anterior.

Enquanto da SE 05 à SE 06 o aumento foi de cerca de 500 casos, da SE à SE 07 observam-se cerca de 200 casos incorporados, de acordo com o acompanhamento semanal realizado pela Diretoria Geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador (DGVAST). Apesar dos números favoráveis, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) ressalta que a população deve se manter vigilante e reforça a necessidade das medidas de prevenção (veja no fim do texto) para amenizar a transmissão do vírus.

O boletim da SE 07 aponta ainda que aumentou o número de municípios considerados de média incidência, isto é, quando se encontram com indicadores entre 100 e 300 casos/100.000 habitantes. Juntaram-se a Fernando de Noronha, Araçoiaba e Belém do São Francisco, que na SE 06 se encontravam neste patamar, as cidades de Cedro, Terra Nova e Dormentes. Com os descartes de casos notificados negativados, Gravatá deixou o conjunto de municípios em média incidência e voltou ao grupo de baixa.

O número de casos prováveis (casos confirmados + casos em investigação) até a SE 07 é 102,7% superior ao mesmo período de 2023. Os casos prováveis são os notificados subtraídos daqueles que já foram descartados. Até o momento, 151 casos foram confirmados para dengue em Pernambuco, sendo 6 (seis) casos graves notificados e em investigação.

Neste mesmo período, seis óbitos foram notificados para as arboviroses, mas todos se encontram em investigação, uma vez que os sintomas são passíveis de serem confundidos com um conjunto considerável de outras doenças. Após a investigação, todos os óbitos são discutidos em comitê para confirmar ou descartar os registros.

OUTRAS ARBOVIROSES – O Chikungunya, com 373 casos prováveis, encontra-se com 4,1 casos/100.00 habitantes e aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o momento, foram confirmados 23 casos. O zika não apresenta circulação há alguns anos no Estado. Este ano, são 42 casos prováveis, sem nenhuma confirmação, apesar do aumento de 366,7% em relação ao ano de 2023.

AÇÕES DA SES-PE – No último fim de semana, a SES-PE publicou, no Diário Oficial do Estado de Pernambuco (DOE-PE), o Comitê de Enfrentamento das Arboviroses, que se trata de um grupo consultivo, que tem por objetivo observar como o sistema de saúde tem respondido ao aumento de casos com consequente proposição de estratégias para melhorar o desempenho do estado. O Grupo é composto por representantes das secretarias executivas da SES-PE, da Sociedade de Terapia Intensiva (SOTIPE), da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (SOPEPE), da Sociedade Pernambucana de Infectologia (SPI) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS).

O Comitê tem uma composição direcionada ao serviço com auxílio de experts que serão convidados a participar deste esforço conjunto. É uma estratégia que está sendo desencadeada cedo, antes de alguma repercussão na rede de saúde, justamente para não chamar esta força consultiva com um quadro que não permita reação. Pernambuco tem tomado medidas precoces para acompanhar com uma chance maior de reagir a quadros mais difíceis.

Pernambuco, vale reforçar, foi o primeiro estado no País, em novembro de 2023, a lançar seu Plano de Enfrentamento para as Arboviroses 2024. O panorama de alta transmissão das arboviroses no país já era esperado pelo Ministério da Saúde (MS). O Plano orienta as ações do estado e dos municípios, estabelecendo fases e acionamento dos diversos pontos da rede de saúde em função do perfil epidemiológico e da ocupação da rede de saúde.

PREVENÇÃO - Além disso, a Secretaria reforça a necessidade de medidas no sentido de amenizar a transmissão do vírus. Por isso, é importante a parceria da população na eliminação dos focos do Aedes aegypti. Entre as ações a serem adotadas e que precisam ser constantemente revisitadas estão: receber os agentes de combate a endemias, não juntar entulhos que possam promover o acúmulo de água; realizar a limpeza de vasos, calhas e outros focos de água parada.

SINTOMAS - Em caso de sintomas como febre, manchas na pele, dor nos olhos, conjuntivite, dor no corpo e nas articulações, dores de cabeça ou outra manifestação, é necessário a busca por atendimento médico. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o agravamento da doença ou um possível óbito.

Imprensa Saúde PE