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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

🎭 “Troca ou Não Troca” chega ao Teatro RioMar Recife com humor afiado, reflexões sobre relacionamentos e elenco estrelado

 


😄 O Teatro RioMar Recife recebe nos dias 19 e 20 de setembro a comédia “Troca ou Não Troca”, espetáculo que reúne os atores Oscar Magrini, Carla Pagani, Fábio Villa Verde e Paula Zaneti em uma trama repleta de confusões, segredos, desejos reprimidos e situações inesperadas. Com texto leve e divertido, a montagem transforma temas delicados dos relacionamentos contemporâneos em motivo para gargalhadas, sem deixar de provocar reflexões sobre amor, fidelidade, autoconhecimento e convivência a dois.

❤️ A história acompanha Débora e Bruno, casal que está junto há dez anos e enfrenta o desgaste provocado pela rotina. Enquanto ela tenta administrar as responsabilidades do dia a dia, ele alimenta o sonho de conquistar reconhecimento profissional como ator. Em busca de uma saída para a crise conjugal, os dois recorrem aos conselhos de Ana, uma taróloga moderna e envolvente que ultrapassa os limites da neutralidade profissional e acaba se tornando peça-chave em uma sequência de acontecimentos imprevisíveis.

🎭 A confusão ganha proporções ainda maiores com a entrada de Renatão, ex-marido de Ana e um falso guru que vive de promessas fáceis, golpes e ilusões. Em meio a traições, revelações inesperadas e relacionamentos cruzados, os personagens embarcam em um fim de semana caótico que se transforma em uma verdadeira comédia de erros. O espetáculo faz uma sátira bem-humorada às fórmulas milagrosas para solucionar crises amorosas e financeiras, mostrando que nem sempre os atalhos prometidos são a melhor resposta para os desafios da vida.

🌟 Em cartaz há mais de um ano e meio, a peça chega pela primeira vez ao Recife carregando a expectativa de repetir o sucesso conquistado em outras cidades do país. Além do humor, a produção se destaca pela interação constante com o público, quebrando a chamada “quarta parede” e fazendo da plateia parte importante da experiência teatral. A combinação entre texto ágil, elenco experiente e personagens cheios de contradições promete fazer da montagem uma das atrações culturais de destaque deste mês de setembro na capital pernambucana.

🎤 Entrevistas




Oscar Magrini

Considerando que o espetáculo retrata casamentos desgastados e o cruzamento de vidas em meio à rotina, como foi para vocês construírem o equilíbrio cômico entre os dramas reais de um relacionamento e o exagero das situações propostas pelo texto?

É interessante fazer uma peça como essa numa comédia, porque abrangir relacionamentos que não é tão fácil, não é tão engraçado assim, mas numa comédia a gente responde e, engraçadamente, vamos dizer: relacionamentos não dão certo, casamentos não dão certo, falta diálogo, falta comunicação, falta observação, falta carinho, falta trato.

Sempre o homem ou a mulher — não vou falar quem mais ou menos, não interessa no relacionamento — mas as partes: sempre a grama do vizinho é mais verde, a galinha do vizinho bota mais ovos, e ninguém olha a sua grama, ninguém cuida pra sua grama ficar mais verde, ninguém alimenta melhor uma galinha pra ela dar mais ovos. É mais fácil ver o outro lado e acusar e apontar o dedo pra onde está errado.

Nessa peça, repetindo, engraçadamente a gente faz pontos de um casal — como eu, o Renatão, que era casado com a Ana. Ela é uma astróloga, ele mexe com dinheiro, ele faz de tudo, ele é um 171, ele faz curso pelo ChatGPT, ele inventa a moda que ele quer, um dinheiro fácil: apostas, bitcoin, tigrinho e tudo mais.

E ele traía muito a mulher — foram casados durante oito anos e traía muito a mulher — são separados há dois anos. E a minha ex-mulher é uma cartomante, uma astróloga, também faz aquelas papagaiadas, e tem uma cliente — que essa cliente vira amiga — e ela acaba se descobrindo que tem vontade de experimentar uma outra mulher, não é?

E eu acabo tendo um spoiler: eu tenho um caso com a cliente dela, e ela, minha ex, tem um caso com o marido da cliente. Aí a bagunça já tá feita.

E quando eles conversam pra ir numa casinha de campo, tudo ali acontece: a lavação de roupa suja é feita no palco. Nós não temos a quarta parede — a quarta parede é o público. A gente se identifica e conversa com o público, a gente ouve o público se comunicando e sabendo que passou por isso, passou por aquilo e dá risada.

O melhor da coisa é quando a coisa é muito engraçada: as palavras, as frases que nós falamos, a gente tem que parar de encenar pra ouvir os aplausos da plateia. Isso é muito gratificante. Isso quer dizer que a gente tá atingindo um pessoal que tem um entendimento, já passou por isso, tá passando ou nem pretende passar, se é que pensou, entendeu? E eles acham tão legal que acabam aplaudindo em cena aberta. Isso é muito gratificante.

A peça aborda "segredos que ninguém confessa em voz alta" e desejos proibidos. Qual foi o maior desafio na hora de humanizar esses personagens e torná-los divertidos sem perder a empatia do público?

O espetáculo discute temas como a ilusão de soluções fáceis para o amor e o dinheiro. Como a direção de Rogério Fabiano ajudou o elenco a manter esse ritmo dinâmico e afiado durante as reviravoltas da trama?

Essa peça já tá em cartaz há um ano e oito meses. Antes era o Rick Conte que fazia o marido, agora é o Fábio Vilaverde, que só veio somar e acrescentar, dar um gás nessa nova produção, vamos dizer assim.

Fizemos em cartaz, começamos agora em São Paulo, no Shopping Morumbi, depois no Shopping da Mooca. Estamos fazendo algumas capitais e interior com essa peça e estamos vindo pra Recife pela primeira vez com essa peça.

Trazer uma comédia que trata de temas universais — como traições, autoengano e crises a dois — para o Teatro RioMar Recife traz alguma expectativa diferente em relação à interação e à identificação da plateia nordestina?

Então vai ser um prazer estar apresentando essa nova comédia com Oscar Magrini, Fábio Vilaverde, Carla Pagani, Paula Zanetti, direção de Rogério Fabiano, no RioMar, que vai ser muito interessante e espero que gostem, porque essa peça vai dar o que falar, ok?

Muito obrigado e aguardo vocês, sábado e domingo, no RioMar. “Troca ou Não Troca”, a comédia.



Carla Pagani

Considerando que o espetáculo retrata casamentos desgastados e o cruzamento de vidas em meio à rotina, como foi para vocês construírem o equilíbrio cômico entre os dramas reais de um relacionamento e o exagero das situações propostas pelo texto?

"Bom tem um ditado em latim que é castiga ridendo mores quer dizer que rindo se corrige os costumes é com o riso a gente corrige os vícios né? Que fala que a através da comédia, da ironia, do humor a gente aponta os defeitos humanos e força a sociedade a mudar. Sem precisar de punições fortes, severas e tal. Mas Tem uma parte do espetáculo mais propriamente pro final que é o momento de reflexão que a gente para com as piadas para com o riso e é o momento que a gente coloca a mão na consciência pra pensar sobre os erros pra perdoar o outro pra se Enfim rever conceitos quer dizer é um espetáculo que faz o público rir, se divertir, tirar sarro mas também refletir"

A peça aborda "segredos que ninguém confessa em voz alta" e desejos proibidos. Qual foi o maior desafio na hora de humanizar esses personagens e torná-los divertidos sem perder a empatia do público?

"Então realmente é um desafio tocar em certos assuntos né? Principalmente de cunho sexual, traição assuntos que são tabus porque você não sabe como A plateia pode reagir mas olha tudo que a gente mostra e faz no palco está nas novelas está nos filmes Visual o tempo todo. Então não é nada que o público não assista numa novela das seis por exemplo."

O espetáculo discute temas como a ilusão de soluções fáceis para o amor e o dinheiro. Como a direção de Rogério Fabiano ajudou o elenco a manter esse ritmo dinâmico e afiado durante as reviravoltas da trama?

"Ah ilusão de soluções fáceis né? No risco de cair no canto da sereia. Bom gente nem tudo que parece fácil realmente é né? Mas também às vezes a gente vê Muita dificuldade onde não tem. Então quer dizer a gente precisa ter sensibilidade pra entender cada momento. Cada situação, cada pessoa pra saber como lidar né? Porque cada caso é um caso. A história é uma história e o Rogéri..."

Trazer uma comédia que trata de temas universais — como traições, autoengano e crises a dois — para o Teatro RioMar Recife traz alguma expectativa diferente em relação à interação e à identificação da plateia nordestina?

"Ah, a plateia é plateia, né? Platé nordestina, a plateia do sul. Eu acho que não tem essa diferenciação, sabe? O que eu sinto é que tem cidades que são mais conservadoras. Então a gente tem uma resposta mais tímida mais inibida e tem cidades que são mais liberais aí vem aquela gargalhada mais extrovertida mais rasgada mais sem vergonha né mas isso independe de ser no norte ou ..."

O enredo envolve uma astróloga sem limites, um ex-marido picareta e muita confusão em um fim de semana só. Como tem sido a convivência nos bastidores e a troca de energia entre o elenco para trazer essa química impecável para o palco?

"Ah incrível a nossa convivência é incrível a gente até costuma falar que a nossa coxinha é muito boa a gente se dá super bem tem muita química A gente conversa muito sobre a peça, o que dá pra melhorar, o que precisa mudar, um escuta muito o outro eh a gente realmente rema junto. O que é importantíssimo pro espetáculo né? Final de contas a gente está nesse mesmo barco."




Fábio Villa Verde

Considerando que o espetáculo retrata casamentos desgastados e o cruzamento de vidas em meio à rotina, como foi para vocês construírem o equilíbrio cômico entre os dramas reais de um relacionamento e o exagero das situações propostas pelo texto?

"Respondendo a primeira pergunta o texto da comédia troca ou não troca acaba sendo interessante porque muitos casais se vêm retratados ali quando são pegos na rotina no dia a dia com casamentos de de muitos anos e tal. Aí se vem refletidos ali de certa forma na trama. Mas é uma comédia de muito bom gosto, é uma comédia que acaba trazendo Pro palco a cumplicidade do público e fazendo o público se divertir com dando muitas gargalhadas."

A peça aborda "segredos que ninguém confessa em voz alta" e desejos proibidos. Qual foi o maior desafio na hora de humanizar esses personagens e torná-los divertidos sem perder a empatia do público?

"Respondendo a a segunda pergunta. Na verdade aquela situação de você humanizar o meu personagem, o meu personagem é o Bruno, né? Ele é um um ator que está desempregado há muitos anos e na verdade um ator de de pequenas participações e figurações nas televisões e ele carrega ali aquela profissão dele como se fosse a coisa orgulhosa do mundo e e dentro de casa acaba refletindo um casamento falido né? Aquela relação já desgastada com o tempo mas sempre muito divertido e o texto traz muito Momentos de reflexão dos casais o personagem Duas Car Magrini que é o Renatão acaba tendo um desfecho muito bacana porque ele tem uma virada do meio pro final da peça bem interessante que Além da comédia uma reflexão muito bacana."

Trazer uma comédia que trata de temas universais — como traições, autoengano e crises a dois — para o Teatro RioMar Recife traz alguma expectativa diferente em relação à interação e à identificação da plateia nordestina?

"E a oportunidade da gente fazer a peça em Recife né? Como agora por exemplo no Teatro Rio Mar eh é uma oportunidade pra gente poder mostrar o nosso trabalho Nordeste, Recife particularmente é uma cidade que sempre me acolheu com muito carinho, sempre fui muito aí nos carnavais de Olinda, nos carnavais aí do galo da madrugada, então tenho amigos em Recife, gosto de Pernambuco e vai ser um prazer pisar nos palcos do Teatro Rio Mar e dividir com vocês aí essa uma hora e vinte de pura gargalhada."

O enredo envolve uma astróloga sem limites, um ex-marido picareta e muita confusão em um fim de semana só. Como tem sido a convivência nos bastidores e a troca de energia entre o elenco para trazer essa química impecável para o palco?

"Eh queria deixar aqui também uma mensagem que a peça quando você está fazendo teatro né vira realmente uma grande família assim então dividir o palco com amigos de de longa data e a que eu admiro, né? Como Mochal Magrini, como a Carla Pagani, a Paula Zanetti. Tendo a direção também do Rogelinho Fabiano que é um amigo de longa data, talentosíssimo. Esse então por um diretor que se for os dedos de uma mão quantas peças dele estão em cartaz eu acho que tem que multiplicar pela outra porque é isso gente um prazer fazer parte dessa peça a comédia troca ou não troca esse final de semana aí em Recife deixo aqui convite especial a todos vocês e no final também a gente sempre agradece ao público e depois espera Tira foto então fica aqui feito o meu convite a todos vocês um beijo grande"

📸 Fotos: Divulgação

📍 Informações de Serviço

🎭 Espetáculo: Troca ou Não Troca

📅 Data: 19 e 20 de setembro de 2026

⏰ Horários: • Sábado (19): 20h
• Domingo (20): 19h

📍 Local: Teatro RioMar Recife

🎟️ Ingressos: A partir de R$ 50

🛒 Vendas: Bilheteria do Teatro RioMar Recife (Piso L4) e Teatro RioMar Recife

👥 Elenco: Oscar Magrini, Carla Pagani, Fábio Villa Verde e Paula Zaneti.