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terça-feira, 8 de setembro de 2026

🌟 Setembro Amarelo: quando falar salva vidas — e o silêncio pode custar muito caro


💛 Falar sobre prevenção ao suicídio ainda é um desafio, mas também uma das atitudes mais poderosas para evitar que o sofrimento silencioso termine em tragédia. A campanha Setembro Amarelo, que cresce a cada ano nas redes e nas ruas, reforça essa urgência: conscientizar, acolher e abrir espaço para conversas que podem salvar vidas. Os números mostram a gravidade do cenário. Segundo a OMS, entre 14 e 15 mil brasileiros morrem por suicídio anualmente — uma vida perdida a cada 45 minutos.

💬 No mundo, são cerca de 800 mil mortes por ano, e a juventude tem sido especialmente afetada. O suicídio já é a quarta maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos, muitas vezes associado à depressão e outros transtornos mentais não tratados. A Opas alerta que, nas Américas, o número de suicídios entre jovens cresceu 38% em pouco mais de duas décadas, superando o aumento observado na população geral. Entre 10 e 14 anos, o avanço foi ainda mais preocupante, revelando que o sofrimento não escolhe idade.

🌱 A psicóloga Bianca Reis reforça que o mito de que falar sobre suicídio incentiva o ato precisa ser combatido. “Quando temos um problema de saúde, precisamos falar sobre ele”, afirma. Ela destaca que crianças também podem apresentar ideações suicidas — entre 2012 e 2021, foram registradas 1.563 mortes por suicídio entre crianças de 10 a 14 anos no Brasil. Conflitos familiares, agressões, bullying, homofobia, pressão escolar e isolamento são fatores que podem potencializar esse sofrimento.

🧠 A história por trás da cor amarela também carrega emoção. Em 1994, nos EUA, um adolescente que dirigia um carro amarelo tirou a própria vida. No funeral, amigos e familiares distribuíram fitas amarelas, gesto que se transformou em símbolo mundial de conscientização. Para Bianca, o apoio do entorno é essencial: ouvir sem julgamento, acolher sem minimizar a dor e manter canais abertos de diálogo são atitudes que fazem diferença. Tratar a pessoa como fraca ou incapaz só aprofunda o abismo.

📞 O suporte também pode vir de desconhecidos. O CVV – Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo número 188, oferecendo escuta qualificada e sigilosa. O atendimento também está disponível por e-mail e chat no site https://www.cvv.org.br/. Bianca reforça que afeto é fundamental, mas não substitui acompanhamento profissional: psicoterapia, psiquiatria e outras formas de cuidado especializado são pilares na prevenção.

📸 Foto: Luciana Bahia

SERVIÇO  
Bianca Reis  
Psicóloga CRP 03/11.152  
Psicoterapeuta, Palestrante e Facilitadora de Grupos  
Mestra em Família  
Especialista em Psicoterapia Junguiana  
Pós-graduada em Estimulação Precoce  
Pós-graduanda em Neuropsicologia, Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem  
Formada em Terapia do Esquema  
Atuação clínica há mais de 12 anos