quinta-feira, 12 de março de 2026

📅 Março Lilás reforça alerta sobre HPV e prevenção do câncer do colo do útero


🩺 O Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, celebrado em 4 de março, reacende a atenção para um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil: o câncer do colo do útero. A doença, quarta causa de morte por neoplasia entre mulheres, registra cerca de 7,2 mil óbitos anuais, segundo o Inca. A data integra o Março Lilás e destaca a importância da informação, da vacinação e do diagnóstico precoce como estratégias essenciais de proteção.

🌍 As regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de mortalidade, chegando a números que dobram a média global. Enquanto o mundo registra cerca de 5 mortes por 100 mil mulheres, o Norte do Brasil alcança aproximadamente 10 por 100 mil, seguido pelo Nordeste, com cerca de 6 por 100 mil. Esses dados reforçam a urgência de ampliar o acesso à prevenção e ao acompanhamento regular.

🔬 O câncer do colo do útero costuma evoluir de forma silenciosa, sem sintomas nos estágios iniciais. Em fases avançadas, podem surgir sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual, após relações sexuais ou na menopausa, além de corrimento persistente. O ginecologista André Buarque, da Hapvida, alerta ainda para sintomas como constipação, trombose em membros inferiores e insuficiência renal, que também podem indicar avanço da doença.

💉 A prevenção segue como o caminho mais eficaz, especialmente por meio da vacinação contra o HPV, disponibilizada gratuitamente pelo SUS para adolescentes de 9 a 14 anos. Além da imunização, o exame papanicolau permanece como ferramenta indispensável para identificar lesões precursoras — as chamadas neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC) — que podem ser tratadas antes de evoluírem para câncer. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

📣 As estimativas do Inca apontam cerca de 19.310 novos casos anuais entre 2026 e 2028, reforçando a importância de campanhas como o Março Lilás. Para a Hapvida, a conscientização é uma aliada fundamental na redução dos impactos da doença. Manter a vacinação em dia, realizar exames regularmente e buscar atendimento diante de qualquer sinal de alerta são atitudes que salvam vidas e fortalecem a prevenção.